A descoberta de Fernando de Noronha data do tempo de Cabral. Por volta de 1500, 1502, navegantes viajavam em busca do pau-brasil e, sem querer, encontraram o arquipélago vulcânico isolado no oceano Atlântico, um verdadeiro paraíso no meio do mar.

A façanha da descoberta foi atribuída a Américo Vespúcio, um navegador espanhol que participou de uma expedição comandada por Gonçalo Coelho e financiada por um figurão chamado Fernão de Noronha. O fidalgo recebeu de el-rei todos os direitos sobre a terra, que tornou-se a primeira Capitania Hereditária do Brasil e ganhou o nome de seu primeiro dono. De corruptela em corruptela, o arquipélago acabou sendo chamado de Fernando de Noronha.

Pelo que conta a História, a grande Ilha sempre foi muito disputada. O território sofreu invasões de tropas holandesas, inglesas e francesas, e só então voltou para as mãos dos “verdadeiros” donos da terra, os portugueses.

Fernando de Noronha já fez às vezes de hospital e também de presídio, duas funções que realmente não combinam com a beleza do lugar. Num período em que Pernambuco estava sob o domínio dos holandeses, era para Noronha que os marujos doentes eram levados. Em outra época, inventaram de levar para lá os bandidos do país. Nesse período, grande parte do patrimônio natural local foi devastado, o que pode ser sentido ainda hoje em algumas áreas.

O arquipélago de Fernando de Noronha está localizado a 345 quilômetros de Natal e 545 de Recife. O território pertence ao estado de Pernambuco e possui uma área de 26 km, constituída por 21 ilhas e ilhotas. A ilha principal ocupa 91% do território, e ï, na verdade, uma cadeia de montanhas submersas, cuja base está a 4 mil metros de profundidade.

Atualmente, o local ï habitado por pescadores e freqüentemente visitado por surfistas, mergulhadores, biólogos e turistas do mundo inteiro. Eles vão até lá não em busca do pau-brasil, mas da imensa biodiversidade e riqueza natural de um dos maiores santuários ecológicos do Brasil.